sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Até onde vai a sua solidariedade?

Até que ponto você se considera solidário?
A palavra solidariedade é usada para denominar uma união de sentimento, um sentimento de reciprocidade com o próximo. No entanto muitos vêem as pessoas necessitadas como indigentes pessoas descrentes que optaram por esse caminho.
O lado de lá dessa história é muito mais complexo do que se imagina , trata-se de um problema social e de planejamento estrutural tanto do Governo quanto da sociedade que por estar arraigada a um contexto cultural capitalista e individualista em suas famílias não visam o desenvolvimento do próximo e que pelo contexto cultural que vivem continuam assim.
No Brasil milhões de fies rezam todos os dias, muitos, por data, realizam campanhas sociais que visam uma leve construção desta solidariedade, porém o que vemos hoje é uma grande massa que se escondem atrás de lindos discursos pró-ativos sobre campanhas inexistentes, esquecem que a solidariedade mais que um sentimento é um ato que deve ser praticado a todo momento. Tudo isso faz parte de uma cultura carregada de defeitos que desde os tempos mais antigos prevê a obtenção da “paz eterna” por meio da simples devoção a cultos e missas, está todo mundo preparado para dar o passo para traz e por imediato apontar um agente causador de todos os problemas, agente esse que por já ter parte do problema em seu currículo é facilmente aceito por todos, o Governo.
Esqueçam a idéia de que o Governo é o agente principal causador de misérias, desemprego e fome, a população tem grande parte dessa culpa em sua intimidade, tanto pelo fato de assistirem a cena no conforto de suas janelas como pelo fato de não cobrarem uma solução viável do Governo, imaginem vários empregados, sem patrão onde todas as operações são controladas e manipuladas pelos mesmos, parcialmente é assim que é o Brasil no meu campo de visão, temos muitos recursos para promover uma vida descente para todos, porém não queremos nos envolver com Política, porque lá só tem ladrão?. É pensando desta forma que o Brasil continua com o mesmo processo desde o primórdio dos tempos, talvez seja hora de abrirmos nossos olhos e ver que Políticos são funcionários e pagos com o nosso dinheiro, por isso nos deve satisfações cabíveis para toda e qualquer situação, assim como um funcionário que em uma empresa não cumpre o esperado, pode ser mandado embora, um político pode muito bem ser mandado embora, por nós que somos a maioria e o elegemos nas Eleições.
É hora da nossa gente olhar a real situação do Brasil e começar o que chamaríamos de NOVA CULTURA, um processo que vai desde a solidariedade dos mais sábios até o poder de força da grande classe desfavorecida, um movimento que erradica a impunidade nos grandes cargos que visa o bem geral da nação, pensando num Brasil solidário com todo o seu povo, somente dessa forma seriamos realmente solidários e criaríamos um sentimento que é pouco visto por aqui que é o Sentimento de Nação Unida.

Os Perigos da Globalização

Por: Nelson S. Assis. Jr.

Desde muito tempo os conceitos sobre diversão alegria estão em constante evolução, a alguns anos atrás poderíamos facilmente encontrar crianças nas ruas, casais, famílias, porem estamos no século XXI e juntos presenciamos um avanço grande na inserção tecnológica e na maneira como as informações chegam até as pessoas .
No sec. XXI o mundo se transforma em uma aldeia global e na velocidade com que os meios de comunicação se evoluem cada vez mais o mundo fica menor. Alguns dos maiores problemas de um mundo evoluído e altamente globalizado é a “desculturalização” e a grande alienação as novas tecnologias.
Certos tipos de tecnologias chegam para as pessoas com a promessa de conforto, agilidade , facilidade, o que não percebemos é que diversão e alegria agora necessariamente vem acompanhada de muita tecnologia objetos matérias que holograficamente mostram felicidade e evita o relacionamento pessoal para obtenção deste fins.
A “desculturalização” também é produto da alta globalização, meios de comunicação como a internet trazem com a modernidade e o constante relacionamento com pessoas de todos os lugares uma perda da sua origem local, as pessoas são corrompidas pelo novo, isso as leva a uma situação de indigência cultural, uma grande aldeia global onde ninguém sabe da onde veio, consequentemente sem ideologias de vida.
Podem dizer que isso tudo é utopia e que de forma alguma isso vem acontecendo, fechar este artigo e retornar as nossas respectivas vidas, ou em outro caminho começamos a resgatar as nossas culturas o relacionamento interpessoal, criando assim um ambiente globalizado, porém cientes de suas origens e seus objetivos.

A “Desculturalização” do Negro no Brasil.

Por: Nelson S. Assis Jr.

No inicio do século XIV com a vinda dos negros para o Brasil e com o encontro dos mesmos com os índios como uma classe já altamente influenciada pelo Branco, cria-se uma oposição racial entre estas duas classe.
Segundo Concorre entende-se a idéia de oposição racial entre negros e índios como uma invenção dos brancos que “ impediria a formação de uma aliança entre raças exploradoras contra a raça denominadora. Esta invenção se tem com enorme produtividade, a ideologia de oposição racial se prolongou até a atualidade.
A Igreja Católica foi protagonista na desculturalização do negro, ela apoiava a escravidão afim de poupar os índios que estes mesmos eram usados para proliferação da religião católica. A igreja com base em arraigados preconceitos raciais, considerava normal a superioridade cultural de indivíduos de origem Européia, a inferioridade dos povos africanos e a inapta pureza dos índios.
No Brasil hoje o que vemos é um olhar enviesado da sociedade perante as culturas afro-brasileiras, tudo isso é fruto de um imenso processo criado pela classe dominante do Inicio dos tempos. Que promovia a erradicação de tais culturas, discriminando e perseguindo os seus praticantes.
Não podemos esconder que tais preconceitos ainda açoitam a população brasileira e que são problemas estruturais e seculares, pára os quais não se buscam soluções.
Segundo Santos ser negro no Brasil trata-se de uma luta, por todo processo retroativo sustentado pela sociedade no decorrer dos tempos.
Esta é uma luta cuja qual é inevitável sairmos do estado de inércia, se quisermos promover o nosso desenvolvimento cultural e criar assim uma nova cultura sustentada pelos nossos valores reais.


· Milton Santos, geógrafo, professor emérito da faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP.
· CONCONE, Maria Helena Villas Boas, Umbandismo uma religião brasiliera , SP , FFLCH/USP, 1987, p.52.