sexta-feira, 10 de outubro de 2008

A “Desculturalização” do Negro no Brasil.

Por: Nelson S. Assis Jr.

No inicio do século XIV com a vinda dos negros para o Brasil e com o encontro dos mesmos com os índios como uma classe já altamente influenciada pelo Branco, cria-se uma oposição racial entre estas duas classe.
Segundo Concorre entende-se a idéia de oposição racial entre negros e índios como uma invenção dos brancos que “ impediria a formação de uma aliança entre raças exploradoras contra a raça denominadora. Esta invenção se tem com enorme produtividade, a ideologia de oposição racial se prolongou até a atualidade.
A Igreja Católica foi protagonista na desculturalização do negro, ela apoiava a escravidão afim de poupar os índios que estes mesmos eram usados para proliferação da religião católica. A igreja com base em arraigados preconceitos raciais, considerava normal a superioridade cultural de indivíduos de origem Européia, a inferioridade dos povos africanos e a inapta pureza dos índios.
No Brasil hoje o que vemos é um olhar enviesado da sociedade perante as culturas afro-brasileiras, tudo isso é fruto de um imenso processo criado pela classe dominante do Inicio dos tempos. Que promovia a erradicação de tais culturas, discriminando e perseguindo os seus praticantes.
Não podemos esconder que tais preconceitos ainda açoitam a população brasileira e que são problemas estruturais e seculares, pára os quais não se buscam soluções.
Segundo Santos ser negro no Brasil trata-se de uma luta, por todo processo retroativo sustentado pela sociedade no decorrer dos tempos.
Esta é uma luta cuja qual é inevitável sairmos do estado de inércia, se quisermos promover o nosso desenvolvimento cultural e criar assim uma nova cultura sustentada pelos nossos valores reais.


· Milton Santos, geógrafo, professor emérito da faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP.
· CONCONE, Maria Helena Villas Boas, Umbandismo uma religião brasiliera , SP , FFLCH/USP, 1987, p.52.

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