O Coletivo Afrontar-se e o Empoderação das Pretas tem o prazer de convidar a todos para o 1º Workshop de Saúde Holística Africana que será realizado no dia 09 de Abril de 2016 às 14:30 na Escola Municipal Adolfo Bezerra de Menezes - Bairro: Abadia - UBERABA/MG.
E no dia 10 de Abril : Palestra Tema: O Resgate da ancestralidade e percepções da mulher negra em diáspora africana .
Este blog pretende debater as questões de identidade, ideologia e cultura , evidenciar a afirmação de uma identidade política que une diversas etnias, mostrar as histórias dos grandes heróis Negros esquecidos pela Mídia Brasileira e pela memória dos Brasileiros e resgatar a cultura e essência do movimento negro, utilizando esta mídia alternativa para produção e divulgação desta causa.
terça-feira, 29 de março de 2016
sexta-feira, 11 de março de 2016
Organizações Nacionais do Movimento Negro Lançam documento contra o Golpe e Ataques à Democracia.
A BNN - Mídia étnica assina junto este documento.
Brasil, 11 de março de 2016
Neste mês em que se celebra o Dia Internacional da Mulher e inspiradas nas histórias de centenas de mulheres negras na luta contra a Escravidão, na preservação das nossas religiões de matrizes africanas, na manutenção de nossa cultura e entre tantos elementos a mais, as Entidades Sociais que conformam o Movimento Negro Brasileiro, reunidas sob a égide da Convergência, vêm a público manifestar sua posição consensual contra a tentativa de golpe articulada pelos setores conservadores com apoio da mídia e por meio de ações de parte do Judiciário.
Dessa forma, apresentamos os seguintes apontamentos:
1 – Os setores que protagonizam esta tentativa golpista historicamente defendem propostas contra as bandeiras de luta do movimento negro e popular: Defendem a redução da maioridade penal; são contra as cotas e as ações afirmativas; atuam para retirar as perspectivas racial e de gênero dos planos de educação entre outros;
2 – Pressionam pela imposição de uma agenda neoliberal; pela entrega do pré-sal e do patrimônio nacional às empresas estrangeiras e o pleno atendimento das demandas do grande capital financeiro;
3 – Estes setores defendem o recrudescimento das políticas repressivas, da violência policial e do genocídio da população negra;
4- Combatem as reivindicações das mulheres negras, a descriminalização do aborto, pregam o esvaziamento das poucas políticas públicas direcionadas às mulheres, notadamente as mulheres negras, tais como as trabalhadoras domésticas;
5 – Reconhecemos que os significativos avanços promovidos contra a miséria extrema, a fome, a inclusão de milhares de jovens negros e negras nas universidades além da implantação de políticas de promoção e igualdade racial, são, entre outros fatores, elementos que levam as elites brasileiras se unirem e atacarem o atual governo.
6 – O governo federal, alvo das incursões destes setores mais conservadores, ao invés de enfrentá-los, continua sucumbindo e impondo uma agenda muito similar ao de seus algozes, sobretudo nos aspectos econômicos e em iniciativas tal qual a lei antiterrorismo. Somos contra o Impeachment da atual presidenta e não toleraremos qualquer tentativa de golpe à nossa frágil e insuficiente democracia. Mas é preciso uma mudança de rumo desse governo. A população negra não pode pagar pela crise econômica e política do país. O Movimento Negro brasileiro afirma uma agenda de enfrentamento à política genocida, contra a redução dos direitos trabalhistas, contra a reforma da previdência, contra os cortes em programas sociais como saúde e educação.
Nós que atuamos na luta contra o racismo e as desigualdades étnico-raciais, temos a convicção que qualquer ruptura com o frágil e ainda pouco eficaz processo democrático atingirá de forma mais grave o conjunto da população negra.
Somos a favor da investigação de todos os casos de corrupção, mas não ao uso oportunista disso para impor uma agenda antipopular que penalize ainda mais nosso povo negro.
Trazemos em nossa ancestralidade toda uma história de luta e resistência que estamos dispostos a honrar neste momento tão importante na história deste Brasil que é nosso e construímos com cada gota do nosso suor.
A solução para a crise está na adesão às propostas históricas dos movimentos populares e do movimento negro.
EM FRENTE E PELA ESQUERDA. RETROCESSO NUNCA MAIS!
Assinam:
ABPN – Associação Brasileira de Pesquisadores Negros
APNs – Agentes Pastorais Negros
CEN – Coletivo de Entidades Negras
Círculo Palmarino
CONAJIRA – Comissão Nacional de Jornalistas pela Igualdade Racial
CONAQ – Coordenação Nacional das Comunidades Quilombolas
CONEN – Coordenação Nacional de Entidades Negras
ENEGRECER – Coletivo Nacional de Juventude Negra
FNMN – Fórum Nacional de Mulheres Negras
FONAJUNE – Fórum Nacional de Juventude Negra
Instituto Luiz Gama
MNU – Movimento Negro Unificado
Quilombação
Rede Afro LGBT
RAN – Rede Amazônia Negra
UNEAFRO BRASIL
UNEGRO – União de Negros pela Igualdade
Articulação de Organizações de Mulheres Negras Brasileiras – AMNB
Associação Franciscana de Defesa de Direitos e Formação Popular
Associação Nacional de empresários e Empreendedores Afrobrasileiros – ANCEABRA
Associação Religiosa de Tradição Afro-Cubana Ifanilorun
Bloco Afro Quilombo de Sergipe
Blog Negro Belchior
Bocada Forte Hip Hop
Centro de Estudos e Defesa do Negro do Pará – CEDENPA
Centro de Estudos, Pesquisa e Extensão em Educação, Gênero, Raça e Etnia – CEPEGRE/UEMS
Centro de Estudos e Referência da Cultura Afrobrasileira do Acre – CERNEGRO
Centro Nacional de Africanidades e Resistência – CENARAB
Coletivo Afrontar-se de Uberaba/MG
Coletivo CIATA do LPEQI
Coletivo Mocambo Cultural
Conselho de Entidades Negras do Interios do Estado do Rio de Janeiro – CENIERJ
Conselho Municipal de Igualdade Racial de Osasco
Conselho Municipal de política Étnico Racial de Curitiba
Consorcio Nacional dos Núcleos de Estudos Afrobrasileiros – CONNEABS
Dandaras no Cerrado
Federação Juvenil Comunista de la Argentina
Federação Nacional das Associações de Pessoas com Doenças Falciforme – FENAFAL
Federação das Religiões de Matriz Africana do Acre – FEREMAAC
Forum Sergipano dos Povos de Matriz Africanas
Fórum de Educação e Diversidade Etnorracial do Rio Grande do Sul
Fórum Estadual Setorial de Culturas Afro-brasileiras/ PA
Grupo de Estudos e Pesquisas em Relações Étnico-raciais, Educação e Formação de Professores. FE/UF – GREED
Grupo de Música Percussiva Gantó
Grupo de Pesquisas Religiosidades e Festas
Grupo Tortura Nunca Mais do Estado de São Paulo – GTNM/SP
Geledés Instituto da Mulher Negra
Instituto de Capoeira Cordão de Ouro – Mato Grosso do Sul
Instituto Ganga Zumba
Associação Franciscana DDHFP
Instituto Mocambo do Pará
Instituto da Mulher Negra de Mato Grosso – IMUNE
Instituto Nangetu de Tradição Afro-Religiosa e Desenvolvimento Social/ PA
Instituto de Resistência Cultural Afro-brasileira – Moviasés Guarulhos
Núcleo da Comunidade Negra de Osasco – NUCONO
NEAB/Unifesp
Núcleo Estadual da Marcha das Mulheres Negras do Espírito Santo
Núcleo Estadual de Mulheres Negras do Espírito Santo
Núcleo de Estudos Afro-brasileiros da Universidade Federal do Espírito Santo – NEAB/UFES
Núcleo de Estudos Afro-brasileiros da Universidade Federal de Juiz de Fora – NEAB-UFJF
Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros da Universidade do Estado de Santa Catarina – NEAB/UDESC
Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul (IFRS) – Campus Sertão
Núcleo Negro Unifesp Guarulhos
Opaas – Observatório das Políticas de Ações Afirmativas do Sudeste
Pastoral Afro Achiropita
Portal Alma Preta
REATA – Rede Amazônica de Tradições de Matriz Africana
Secretaria de Combate ao Racismo da Federação Interestadual dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil – FITMETAL
Secretaria Nacional de Igualdade Racial da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil
Casa de Tradição e Cultura Afro-Brasileira de Minas Gerais – Ilê AxéOgunfunmilayo
Sociedade Comunitária “Fala Negão \ Fala Mulher” da Zona Leste de São Paulo
Instituto Das Pretas do Espírito Santo
QUILOMBHOJE Literatura
BNN - Mídia Étnica.
terça-feira, 8 de março de 2016
O Feminismo Negro e a renovação da política do “Dia Internacional das Mulheres”
Foto: Panteras Negras
Texto Original: Rosane Borges.
Pós-Doutoranda em Ciências da Comunicação pela ECA-USP
O “episódio” na Triangle Shirtwaist Company, em 1911, em Nova Iorque, uma tragédia que nos mobiliza até hoje (como não poderia deixar de ser diferente), representa, em tons funestos, o ápice da exploração do capitalismo às custas da opressão feminina (“no incêndio morreram 146 trabalhadores, dos quais 17 eram homens e 129 eram mulheres e meninas – 90 delas se jogaram pelas janelas do prédio. A maioria das jovens era imigrante, tinha entre 16 a 24 anos e trabalhava em condições desumanas” [Lima]); compromete-nos com a reatualização das diversas formas de exploração ao redor do mundo com fundamento de gênero. Ao fazê-lo, somos levadas, inevitavelmente, a empreender correlações com outras variáveis de exclusão, com destaque para o racismo, posto que o laço indissolúvel entre gênero e raça, qualificativo de classe social, eixo extremo de diferenciação negativa, nos dá a medida da magnitude da opressão feminina. Esse entrelaçamento nos enreda, sem dúvida, “nas histórias das que vieram antes de nós”, marcadas pelo drama da escravidão.
As opressões que se cruzam
Esse dado torna ainda mais necessário o exercício de apontamento das antecedências e dos fundamentos da exploração e da opressão por onde se divisa as reivindicações históricas das mulheres negras. Pretende-se, antes, apontar o caráter fundante da relação inescapável entre gênero e raça no contexto brasileiro e da diáspora africana, o que forjou a assunção do feminismo negro, que põe em cheque as concepções universalistas que orientaram as políticas desenhadas para transpor as desigualdades de gênero. A esse respeito, ensina a filósofa e feminista negra Sueli Carneiro:
No Brasil e na América Latina, a violação colonial perpetrada pelos senhores brancos contra as mulheres negras e indígenas e a miscigenação daí resultante está na origem de todas as construções de nossa identidade nacional, estruturando o decantado mito da democracia racial latino-americana, que no Brasil chegou até as últimas consequências. Essa violência sexual colonial é, também, o “cimento” de todas as hierarquias de gênero e raça presentes em nossas sociedades, configurando aquilo que Ângela Gilliam define como “a grande teoria do esperma em nossa formação nacional. As mulheres negras tiveram uma experiência histórica diferenciada que o discurso clássico sobre a opressão da mulher não tem reconhecido, assim como não tem dado conta da diferença qualitativa que o efeito da opressão sofrida teve e ainda tem na identidade feminina das mulheres negras. Quando falamos do mito da fragilidade feminina, que justificou historicamente a proteção paternalista dos homens sobre as mulheres, de que mulheres estamos falando? Nós, mulheres negras, fazemos parte de um contingente de mulheres, provavelmente majoritário, que nunca reconheceram em si mesmas esse mito, porque nunca fomos tratadas como frágeis. Fazemos parte de um contingente de mulheres que trabalharam durante séculos como escravas nas lavouras ou nas ruas, como vendedoras, quituteiras, prostitutas… Mulheres que não entenderam nada quando as feministas disseram que as mulheres deveriam ganhar as ruas e trabalhar! Fazemos parte de um contingente de mulheres com identidade de objeto. Ontem, a serviço de frágeis sinhazinhas e de senhores de engenho tarados. (…). (Carneiro, 2001).
Para além da necessidade de conhecermos a história das nossas antecedências, das que vieram antes de nós, (relembremos o livro organizado pela médica e feminista negra, Jurema Werneck: O livro de saúde das mulheres negras: nossos passos vêm de longe), o texto de Sueli Carneiro evidencia o caráter radical (no sentido etimológico do termo) dos feminismos negros na exata medida em que desde sempre se constituíram interrogando os princípios que regeram a política moderna e não apenas reivindicando participação nela.
Bloco das Pretas: resgate da identidade da Mulher Negra.
O Bem Viver como renovação de uma agenda que se desdobra ao longo do tempo
A conquista de espaços, o ingresso do par gênero-raça na institucionalidade da vida nacional não é possível sem a implosão daqueles modelos que, per se, não comportavam as identidades e trajetórias múltiplas de grupos raciais não hegemônicos. Não foi, portanto, mero jogo de palavras a escolha do tema da Marcha das Mulheres Negras 2015: “Contra o racismo e pelo Bem-Viver (a expressão Bem Viver tem origem política nas tradições indígenas e aproxima-se de metáforas fundantes do ideal de vida plena em contraposição a propostas desenvolvimentistas). O slogan renova uma agenda em que mulheres negras de todo o Brasil marcharam em nome de um novo contrato social, um novo pacto civilizatório. Inspiradas em paradigmas que se orientam por outra gramática política, responsável por um reordenamento sociorracial equilibrado, capaz de acolher saberes, práticas e experiências até então ignorados pelas dominantes configurações do político,essas mulheres apresentaram um Projeto de/para o país. No documento expandido da Marcha, afirma-se: “A nossa trajetória nos autoriza a propor outros modos de vida. […]. Não compactuamos com modelos de desenvolvimento e conceitos que deixam para trás 49 milhões de brasileiras.” Nem hoje, nem ontem.
As reações às formas de exclusão perfazem um arco pontilhado de referências que evocamos para não perdermos as balizas políticas que dão sentido ao “8 de março”. Recordemos algumas delas: Sojourner Truth, ex-escravizada que se notabilizou por proferir discurso intitulado “E eu não sou uma mulher?” na Convenção dos Direitos das Mulheres em Ohio, em 1851; Rosa Parks(que se recusou a levantar do lugar reservado para brancos em ônibus na época da segregação racial norte-americana); Maria Firmina dos Reis (ex-escravizada, primeira romancista brasileira);Antonieta de Barros (primeira deputada negra brasileira), lideranças religiosas e políticas, donas de casa que em seu ritual diário estabelecem outros modos de concepção do espaço privado (“nada é mais perturbador que os movimentos incessantes do que parece imóvel”)… mulheres que suscitam acontecimentos capazes de engendrar outras temporalidades. Se é ao “nível de cada tentativa que se avaliam a capacidade de resistência”, essas e outras referências nos mostram, junto com as operárias do final do século XIX e início do século XX, as mulheres indígenas e trabalhadoras rurais que é possível apostar num mundo melhor. Que o dia de hoje sirva para nos lembrar disso.
Fonte: Blog da Boi Tempo
sábado, 27 de fevereiro de 2016
O Conselho de Igualdade Racial (COMIR) empossa conselheiros e elege diretoria em Barretos.
Barretos, 26/02/2016 - O COMIR (Conselho Municipal de Igualdade Racial) empossou às 09:30 da manhã na Casa dos Conselhos, os conselheiros para o biênio 2016 - 2018. Em seguida a posse, foi realizada eleição para escolha da diretoria. Os Conselhos Municipais são órgãos públicos de
composição paritária entre
a sociedade civil e o governo, criados
por lei, regidos por regulamento próprio aprovado por seu plenário, e que
assumem atribuições consultivas, propositivas, normativas e deliberativas no
âmbito de sua competência, destinadas à identificação das prioridades de
políticas públicas.
Foto: Alvaro Junior
Francisco Salviano de Miranda, "Tico do Aruanda", é o presidente, tendo como vice o professor Carlos Alberto Bento, "Carlinhos". Nelson da Silva de Assis Júnior é o primeiro secretário e a professora Sandra Mara Fagundes é a segunda secretaria.
Foto: Alvaro Junior
Compete ao Conselho Municipal de Igualdade Racial, dentre outras atribuições, zelar pela efetiva implantação das políticas públicas municipais de promoção da igualdade racial.
Duvidas, Sugestões e Criticas envie um e-mail para: nelson_junior_a@hotmail.com
Jovem de Barretos/SP cria Blog inspirado no MNU - Movimento Negro Unificado
Barretos,26 de Fevereiro 2016 - Com esse blog inspirado nas lutas do movimento negro unificado, Eu, Nelson da Silva de Assis Jr tenho o objetivo de mostrar as histórias dos grandes heróis Negros que foram com o tempo esquecidos pela Mídia Brasileira e pela memória dos Brasileiros, nesse blog pretendo resgatar a cultura e essência do movimento negro, militante e o 1º Secretario do Conselho de Igualdade Racial de Barretos, penso em expor novidades assim como resgatar a cultura com engajamento em projetos sociais e culturais de Barretos e Região.
Arte: Nelson Assis Jr. *-* Meus Heróis
Para conhecer nossos Heróis CLIQUE AQUI
Se você também é Militante e deseja escrever em meu blog, não se acanhe envie um e-mail para: nelson325@gmail.com
Vamos trocar experiencias só assim criaremos um mundo melhor.
quinta-feira, 22 de março de 2012
Movimento negro
Uma unidade a partir da diversidadeO Brasil é o país que tem a maior população de negros fora da África. Nossos antepassados foram trazidos para cá e além de serem escravizados passaram por um processo de ‘aculturação’, sendo obrigados a deixarem de praticar suas linguagens, religiões e costumes adotando práticas européias.O movimento negro tem por objetivo não deixar esmorecer e resgatar essa cultura afro- brasileira, rebatendo a rígida desigualdade e a segregação racial que ainda atinge o povo negro. O movimento negro é uma batalha travada contra o senso comum. Numa sociedade onde se assume que existe preconceito racial é contraditória a afirmação que não há discriminação e racismo pessoal.Que ele é presente (o racismo), estamos fadigados e experientes no assunto, a questão é: onde o racismo atrapalha, rouba, diminui, fere, interfere, omite, engana, diferencia a população negra que constitui toda uma nação de outra raça? Aí está a chave. Aí entra o movimento negro, numa armadura e resistência coletiva de uma raça presente e atuante.O Estado é o personagem responsável em garantir a equidade, porém, se esta instituição age de forma ativamente contrária ou de forma omissa em seus serviços de policiamento, saúde pública, geração de renda e trabalho, educação; permitindo que a discriminação racial, ainda nos dias de hoje, faça parte do seu sistema; então temos algo além de problemas sociais, o Estado produz um retrocesso, um apartheid.Todavia, a nação se estrutura em outros pilares, além do Estado, que envolve escolas, famílias, templos religiosos, universidades e empresas. Essas organizações já deveriam estar desconstituídas de sua hereditariedade e rompidas de suas tradições e dogmas racistas, com representantes de diversas raças e etnias partindo do princípio que a nação brasileira é constituída de múltiplas determinações raciais (Ribeiro, 2005 ). Concluímos que o racismo tem efeito letal e em massa.Aí atua toda a essência do movimento negro, não se baseando apenas em probabilidades e teorias, mas em fatos empíricos experimentados nas diversas ramificações dos negros na sociedade.O movimento está diretamente ligado às lutas não só contra o racismo e a discriminação racial, mas também a xenofobia e intolerâncias correlatas.No Brasil lembramos dos grandes marcos como Zumbi, Revolta dos Malês, Chibata e tantas representações de luta e resistência do povo negro (como acompanhamos em outras matérias da Revista do Portal Raízes). O movimento negro é resultado de uma série de manifestações decorrentes de um processo histórico. Não se pode dizer onde ele nasce ou especificar algum lugar determinado, tal afirmação nos limita, nos tira de uma visão de alpinista para nos deitar num acolchoado particular. A amplitude do movimento negro é um conjunto de manifestações que surgem de inquietações individuais e coletivas.Mas sem dúvida as manifestações contemporâneas do movimento negro no Brasil foram influenciadas pelos diversos atos anti- discriminatórios que ocorreram nos Estados Unidos na década de 60. No referido período o Brasil vivia sob o regime político militar altamente repreensivo contra as reivindicações de massa, mas é neste contexto que o movimento negro inicia as suas articulações no país.O Serviço Nacional de Informações (SNI), órgão responsável em coordenar as atividades de informação e contra-informação em todo o país, produziu inúmeros relatórios à Segurança Nacional durante o regime militar. Em 14 de julho de 1978 foram relatados os primeiros indícios do Movimento Negro Unificado, o MNU, nas portas do Teatro Municipal no centro da capital paulista. Uma concentração motivada a denunciar toda indução racista e organizar a comunidade negra.A partir de 1988 surgem algumas publicações voltadas para a questão racial. Por exemplo, o “Treze de Maio”, do Rio de Janeiro; “O Exemplo”, de Porto Alegre; em São Paulo as denúncias raciais eram feitas pela “imprensa negra paulista”. Ainda em 1920 surge os fundadores da Frente Negra Brasileira que depois tornou-se um partido político em 1936 sendo extinto logo em seguida pelo Estado Novo um ano depois. Em 1940. Histórias contadas a partir de entrevistas orais foram objeto de estudos por pesquisadores do movimento negro muito tempo depois.Também em 1988 comemorou-se o centenário da Abolição, que culminou numa série de manifestações e protestos por partes dos militantes negros. Duas reivindicações viraram leis e entraram para a Constituição: a criminalização do racismo (Artigo 5º) e o reconhecimento de propriedade das terras de remanescentes de quilombos (Artigo 68 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias).No mesmo ano a Igreja Católica lança a Campanha da Fraternidade: “A Fraternidade e o Negro”, com o lema: “Ouvi o clamor desse povo”, introduzindo o debate da questão racial no seio da igreja. Daí surge a Pastoral Afro Brasileira e a Associação de Padres Negros (APNs).Em 1995 foi elaborada em Brasília a marcha em homenagem aos trezentos anos da morte de Zumbi dos Palmares. Fernando Henrique Cardoso em seu primeiro ano de governo cria o Grupo de Trabalho Interministerial para a Valorização da População Negra, dando a partida nas primeiras iniciativas de ações afirmativas na administração pública federal.E 2001 foi o ano da III Conferência Mundial de Combate ao Racismo, realizada na cidade de Durban, na África do Sul, que mobilizou o governo e as entidades do movimento negro em sua preparação e resultou em novos acontecimentos, como a reserva de vagas para negros em algumas universidades do país e novos compromissos assumidos pelo Estado em âmbito internacional. Resumindo Durban foi um marco para a discussão de políticas afirmativas no Brasil. A intolerância em relação às religiões de matrizes africanas também passou a ser mais debatida em fóruns e congressos, obtendo respaldo na esfera política. Enfim, mesmo gerando polêmica, a questão racial saiu de baixo dos tapetes e começou de fato a ser discutida pela sociedade brasileira.Atualmente o movimento negro é composto por uma grande quantidade de coletivos que muitas vezes divergem entre si nas reivindicações de políticas públicas, como no caso das cotas e do Estatuto da Igualdade Racial. Não há consenso no movimento negro hoje sobre esses dois assuntos.A unanimidade pode ser observada na luta pela implementação da Lei 10.639, que prevê a obrigatoriedade do ensino da África e do negro no Brasil nas escolas de todo o país. A causa dos quilombolas também tem a adesão do movimento como um todo.Sem falar na luta contra a discriminação racial, aonde todos defendem a aplicabilidade da lei de discriminação racial, crime considerado inafiançável pela Constituição, mas pela falta de conhecimento muitas vezes ela é confundida com o crime de injúria e difamação, cuja pena é bem mais leve.Contudo essa militância vem buscando por viés político, educacional, ideológico, cultural, religioso, gênero, artístico, entre outros a real e total liberdade em todas áreas, buscando boa qualidade de vida, desmarginalização, educação, inserção social, melhor moradia e saúde para o povo negroO movimento negro americanoNos EUA o movimento negro teve inúmeras expressões, as três principais foram o reverendo evangélico Martin Luther King, que lutou pelos direitos civis dos norte-americanos; o Mulçumano Malcon X e o partido dos Panteras. Além das reivindicações sociais e políticas o movimento negro americano revoluciona o mundo na década de 60 com o movimento “Black is Beatiful”, a maior manifestação de auto afirmação da beleza negra de todos os tempos.Martin Luther King - O líder evangélico que mudou a história de milhares de negros americanos...“Eu só quero fazer a vontade de Deus”Em 1955 King entrou em cena na luta pela igualdade racial. Os negros da época não tinham direito ao transporte público, viviam em condições desumanas sob uma dura exploração trabalhista, tudo conseqüência da falta dos direitos civis que também negava aos negros o direito ao voto.O inicio de tudo. Uma mulher negra se negou a ceder seu lugar para uma mulher branca em um ônibus. Foi presa. Um escândalo estava formado. Freqüentemente a população negra estava exposta a humilhações sem reação a tais atitudes. Mas este caso gerou uma forte mobilização na cidade.Líderes negros de Montgomery organizaram um boicote na cidade: nenhum negro deveria mais utilizar o transporte público da cidade.O protesto contra a segregação durou 381 dias, King foi um dos líderes da campanha e futuramente foi perseguido e ameaçado. A vitória veio e o boicote ao transporte público foi encerrado com a decisão da Suprema Corte Americana entendo como ilegal a segregação.Comunidades negras ligadas à igreja Batista compunham a fundação da Conferência de Liderança Cristã do Sul (CLCS) criada em 1957, e Martin Luther King esteve a sua frente até a sua morte.Sua ideologia era “não à violência” e “desobediência civil” preconizado por Mahatma Gandhi (líder religioso que promoveu uma revolução pacífica na Índia).Mesmo com o discurso de paz, o período era de linchamentos aos negros enquanto o governo limitara-se a observar.Também se tornou a pessoa mais jovem a receber o Nobel da Paz em 14 de outubro de 1964 em reconhecimento à sua liderança na resistência e na luta pelo fim do preconceito racial nos Estados Unidos.King teve um papel importantíssimo, com o perdão do superlativo, na luta racial e todo o movimento negro, plastificando ideais que são lembrados até os dias de hoje. Tinha um discurso conciliador de classes, moderador, uma pregação metade política, metade religiosa buscando a reflexão para a igualdade e o fim do racismo por intermédio da paz e do amor a Cristo, dando a outra face ao inimigo. Para alguns negros essa tentativa de pacificação com o homem branco era calamitosa e covarde diante de tanto sofrimento causado por este. Acordos de defesa não foram bem quistos por todos. Em um de seus discursos King fez uma saudação a John Kennedy pelos avanços na questão racial. Tal postura causou divergência entre os negros que estavam em busca de um combate mais intenso.Após 14 anos de luta, King é morto no dia 4 de abril de 1968. Foi assassinado aos 39 anos por um homem branco segregacionista em Menphis, sul do país. King foi o pastor líder do Movimento Pelos Direitos Civis.Na medida em que as lutas raciais cresciam e tomaram maiores proporções no país, começou-se a discutir até que ponto um discurso pacificador resolveria de fato os problemas que os negros enfrentavam: a proposta de uma radicalidade vem à tona.Outros líderes vieram com novas idéias e alguns avanços e consciência sócio-racial. Vejamos.O líder mulçumano Malcom X: o racismo versus burguesia“Não existe capitalismo sem racismo”Um orgulho negro embutido em suas palavras. Malcon X foi além de batalhas isoladas contra racistas fascistas de bairro, debelando um conjunto de instituições do sistema como responsáveis e articuladores do racismo. Uma lenda viva norte-americana. Além de defender o negro, seu movimento, seus hábitos e sua história trouxeram à tona como o capitalismo influencia a sociedade ao estabelecer relação de poder entre as classes.“Martin Luther King, pobre garoto. Está sob influência dos fascistas. Está sendo criado pelos fascistas para guiar ovelhas rumo ao abatedouro”, disse Malcon X.X acreditava que existia uma estrutura de poder branco que não estava interessada em perpetuar a escravidão, mas usava de novos artifícios para assim proceder. Dizia também que se o homem branco estupra, mata, explora, escraviza e rouba o homem negro, então ele não é bom, ele é o inimigo. Um diagnóstico ao negro era, segundo X, a organização e a disciplina para manter sua própria subsistência e independência política. A violência era tida não como agressão por Malcon, mas sim como uma legítima defesa, isto é, não era má vinda.Para Malcon o capitalismo favorecia-se com a discriminação racial, pois esta produz lucros à burguesia já que com a exploração da classe trabalhadora se paga um salário inferior, e os negros ocupam os piores cargos, mesmo que paguem os mesmo preços no que consomem.A defesa começa se armandoA estratégia de luta agora, diferente de king, era o combate ostensivo. Além de Malcon X os Panteras Negras também partiu desse princípio. Organizações começaram a armar seus militantes e, de cabeça erguida, foram às ruas armados, não admitindo humilhações e violência infligidas pelos brancos como outrora.Percebemos que a luta era a mesma, mas as formas eram distintas. Malcon um anti-capitalista de ideologias intensas.Ex-presidiário, conheceu o islã no cárcere, onde leu o maior número de livros possíveis de leis e historias do negro. Ao colocar em prática as suas idéias Malcon foi seguido por um número faraônico de militantes.Morreu assassinado aos 39 anos. Segundo testemunhas próximas a Malcon o responsável por sua morte foram pessoas do islã influenciadas pelo governo. Partido dos Panteras Negras pela Auto-Defesa“vigiamos a polícia que brutaliza o nosso povo” Huey NewtonPunho preto e cerrado, salientando as veias erguidas ao céu, irrigando o corpo com sangue africano. Jaquetas pretas, boinas. Um olhar de coragem, ações de coragem, uma luta que ainda não chegou ao fim.O Partido dos Panteras Negras pela Auto-Defesa foi um grupo de revolucionários urbanos criado na década de 60, precisamente em outubro de 1966, com a proposta de proteger, reivindicar e lutar pelos moradores negros em Oakland, na Califórnia, frente às drogas, o ciclo branco racista social local, o Estado e particularmente os militares. Seus fundadores foram Bobby Seale e Huey Newton. Os Panteras Negras tinham as leis na ponta da língua e princípios marxista.Criaram em 15 de outubro de 1966 o “Programa dos Dez Pontos”, uma organização de princípios.“Queremos liberdade. Queremos o poder para determinar o destino da comunidade negra. Acreditamos que o povo negro não irá se libertar até que sejamos capazes de determinar nosso destino”.Pleno emprego;Fim à roubalheira do homem branco sobre a comunidade negra;Habitação decente e um sistema educacional “que exponha a verdadeira natureza desta sociedade americana decadente";A isenção dos negros no pagamento de impostos e de todas as sanções da chamada “América branca”;Outras demandas incluíam um fim à brutalidade policial, da isenção do serviço militar aos homens negros, e para “que todo homem negro, quando levado ao tribunal, seja julgado por um júri de seu grupo ou por pessoas das comunidades negras”.Foram inúmeros os questionamentos e os conflitos por conta dos Panteras, já que esse adotou taticamente o uso de armas de fogo para defender os negros, inicialmente do gueto, das agressões e acusações da polícia considerada corrupta e racista, além de outros grupos armados. Entendiam que o negro tinha por obrigação se informar sobre seus direitos como cidadãos americanos, assim, como mecanismo de defesa contavam com estudos de direto civil e criminal para seus integrantes.A polícia de Oakland (Califórnia/EUA) sempre esteve decidida a acabar com o grupo, em 1967 durante um confronto o “pantera” Huey Newton matou um policial branco.Com núcleos espalhados pelas principais cidades o número de integrantes do movimento passou dos 2.000.Criticada por muitos, até hoje a história dos Black Panters é extensa, curiosa e cheia conquistas. Mais um marco com efeito de mudança na vida dos negros do mundo.Por Antonio Bernardo Araújo JrImagem: Pavilhão da Cultura Afro-brasileira, Prefeitura de Suzano, SP.Fonte:Ribeiro, Darcy. O povo brasileiro: a formação e o sentido do Brasil. São Paulo: Companhia das Letras, 2005.Documentário - "Todo Poder Para o Povo" - A história dos Panteras Negras e um pouco mais,de Lee Lew-Lee.Filme - Malcon X - Spike Lee, USA, 1922.Filme - Panteras negras - Mario Van Peebles, USA, 1995.
quinta-feira, 10 de dezembro de 2009
Negro Limitado
- Aí mano, cê tá dando febre, certo!
- O que é que é mano.
- Cê tem que ter consciência.
- Que consciência que nada, negócio de negro, consciência não tá com nada, o negócio é tirar um barato, morô..!
- Pô mano, vamos pensar um pouco.
- Que pensar que nada, o negócio é dinheiro E tirar um onda..!"
Você não me escuta.
Ou não entende o que eu falo.
Procuro te dar um toque.
E sou chamado de preto otário.
Atrasado, revoltado.
Pode crê.
Estamos jogando com um baralho marcado.
Não quero ser o mais certo.
E sim o mano esperto.
Não sei se você me entende.
Mas eu distingo o errado do certo.
"- Hei mano, você vai continuar com essa idéias,
você tá me tirando? Dá licença..."
A verdade é que enquanto eu reparo meus erros.
Você se quer admite os seus.
Limitado é seu pensamento.
Você mesmo quer.
Falar sobre mulher, seu principal passatempo.
O Don Juan das vagabundas, eu lamento
Vive contando vantagem, se dizendo o tal.
Mas simplesmente, falta postura, QI suficiente.
Me diga alguma coisa que ainda não sei.
Malandros como você muitos finados contei.
Não sabe se quer dizer.
Veja só você, o número de cór do seu próprio RG.
Então, príncipe dos burros, limitado.
Nesse exato momento foi coroado.
Diga qual a sua origem, quem é você!
Você não sabe responder.
Negro Limitado.
"- Então, vocês que fazem o RAP aí, são cheios de ser professor, falar de drogas, policia e tal, e aí, mostra uma saída, mostra um caminho e tal, e aí..?"
Cultura, educação, livros, escola.
Crocodilagem demais.
Vagabundas e drogas.
A segunda opção é o caminho mais rápido.
E fácil, a morte percorre a mesma estrada é inevitável.
Planejam nossa restrição.
Esse é o título.
Da nossa revolução, segundo versículo.
Leia, se forme, se atualize, decore.
Antes que os racistas otários fardados de cérebro atrofiado.
Os seu miolos estoirem e estará tudo acabado.
Cuidado...!
O Boletim de Ocorrência com seu nome em algum livro.
Em qualquer arquivo, em qualquer distrito.
Caso encerrado, nada mais que isso.
Um negro a menos cotarão com satisfação.
Porque é a nossa destruição que eles querem.
Física e mentalmente, o mais que puderem.
Você sabe do que estou falando.
Não são um dia nem dois.
São mais de 400 anos.
Filho, é fácil qualquer um faz.
Mas cria-los, não, você não é capaz.
Ele nasce, cresce, e o que acontece?
Sem referencia a seguir, cê terá que ouvir.
Um mal aluno na escola certamente ele será.
Mas um menino confuso.
No quarto escuro da ignorância.
Se o futuro é das crianças...!
Talvez um dia de você ele se orgulhara.
Você tem duas saídas.
Ter consciência, ou, se afogar na sua própria indiferença.
Escolha o seu caminho.
Ser um verdadeiro preto, puro e formado.
Ou ser apenas mais um negro limitado.
Negro Limitado
"- É, consciência, consciência, e os outros manos,
você é consciente sozinho?"
Faça por você mesmo e não por mim.
Mantenha distancia de dinheiro fácil.
De bebidas demais, policiais e coisas assim.
Enfim, de modo eficaz.
Racionais declaram guerra.
Contra aqueles que querem ver os pretos na merda.
E os manos que nos ouvem irão entender.
Que a informação é uma grande arma.
Mais poderosa que qualquer PT carregada.
Roupas caras de etiqueta, não valem nada.
Se comparadas a uma mente articulada.
Contra um racista otário é química perfeita
Inteligência, e um cruzado de direita.
Será temido, e também respeitado.
Um preto digno, e não um negro limitado.
Negro Limitado
" - Pode crê, tem tudo a ver, não é não..! Racionais, fio da navalha, pode contar comigo. É isso aí, valeu."
- O que é que é mano.
- Cê tem que ter consciência.
- Que consciência que nada, negócio de negro, consciência não tá com nada, o negócio é tirar um barato, morô..!
- Pô mano, vamos pensar um pouco.
- Que pensar que nada, o negócio é dinheiro E tirar um onda..!"
Você não me escuta.
Ou não entende o que eu falo.
Procuro te dar um toque.
E sou chamado de preto otário.
Atrasado, revoltado.
Pode crê.
Estamos jogando com um baralho marcado.
Não quero ser o mais certo.
E sim o mano esperto.
Não sei se você me entende.
Mas eu distingo o errado do certo.
"- Hei mano, você vai continuar com essa idéias,
você tá me tirando? Dá licença..."
A verdade é que enquanto eu reparo meus erros.
Você se quer admite os seus.
Limitado é seu pensamento.
Você mesmo quer.
Falar sobre mulher, seu principal passatempo.
O Don Juan das vagabundas, eu lamento
Vive contando vantagem, se dizendo o tal.
Mas simplesmente, falta postura, QI suficiente.
Me diga alguma coisa que ainda não sei.
Malandros como você muitos finados contei.
Não sabe se quer dizer.
Veja só você, o número de cór do seu próprio RG.
Então, príncipe dos burros, limitado.
Nesse exato momento foi coroado.
Diga qual a sua origem, quem é você!
Você não sabe responder.
Negro Limitado.
"- Então, vocês que fazem o RAP aí, são cheios de ser professor, falar de drogas, policia e tal, e aí, mostra uma saída, mostra um caminho e tal, e aí..?"
Cultura, educação, livros, escola.
Crocodilagem demais.
Vagabundas e drogas.
A segunda opção é o caminho mais rápido.
E fácil, a morte percorre a mesma estrada é inevitável.
Planejam nossa restrição.
Esse é o título.
Da nossa revolução, segundo versículo.
Leia, se forme, se atualize, decore.
Antes que os racistas otários fardados de cérebro atrofiado.
Os seu miolos estoirem e estará tudo acabado.
Cuidado...!
O Boletim de Ocorrência com seu nome em algum livro.
Em qualquer arquivo, em qualquer distrito.
Caso encerrado, nada mais que isso.
Um negro a menos cotarão com satisfação.
Porque é a nossa destruição que eles querem.
Física e mentalmente, o mais que puderem.
Você sabe do que estou falando.
Não são um dia nem dois.
São mais de 400 anos.
Filho, é fácil qualquer um faz.
Mas cria-los, não, você não é capaz.
Ele nasce, cresce, e o que acontece?
Sem referencia a seguir, cê terá que ouvir.
Um mal aluno na escola certamente ele será.
Mas um menino confuso.
No quarto escuro da ignorância.
Se o futuro é das crianças...!
Talvez um dia de você ele se orgulhara.
Você tem duas saídas.
Ter consciência, ou, se afogar na sua própria indiferença.
Escolha o seu caminho.
Ser um verdadeiro preto, puro e formado.
Ou ser apenas mais um negro limitado.
Negro Limitado
"- É, consciência, consciência, e os outros manos,
você é consciente sozinho?"
Faça por você mesmo e não por mim.
Mantenha distancia de dinheiro fácil.
De bebidas demais, policiais e coisas assim.
Enfim, de modo eficaz.
Racionais declaram guerra.
Contra aqueles que querem ver os pretos na merda.
E os manos que nos ouvem irão entender.
Que a informação é uma grande arma.
Mais poderosa que qualquer PT carregada.
Roupas caras de etiqueta, não valem nada.
Se comparadas a uma mente articulada.
Contra um racista otário é química perfeita
Inteligência, e um cruzado de direita.
Será temido, e também respeitado.
Um preto digno, e não um negro limitado.
Negro Limitado
" - Pode crê, tem tudo a ver, não é não..! Racionais, fio da navalha, pode contar comigo. É isso aí, valeu."
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